A Dramaturga

Fumando e escrevendo 2_menor

     Desculpem pela repetição de alguns pontos  (para quem já passou por A Cantora), mas faz parte quando as histórias se cruzam e se entrelaçam.

     Suas primeiras linhas mal traçadas começaram a se estabelecer através de letras de músicas. Com exceção de um episódio no 7º ano do Ciclo II do ensino fundamental (antiga 6ª série do 1º grau)  ;-).  Assim ela conta:

Foi um teste de português, acho. Tínhamos que fazer uma poesia. E foi tentando escrever a tal poesia que percebi como era divertido e intrigante para mim brincar com a sonoridade das palavras. Daí para escrever músicas foi “um pulinho”. Acho que virou um vício. Sintetizar, ilustrar, rimar e quebrar rimas, redescobrir significados diferentes para as palavras e ainda por cima, usar tudo isso para falar de alguma inquietação, enfim de um tema específico, fosse ele dor, amor, indignação, ou uma simples impressão pessoal do mundo. Tudo isso era muito estimulante. Gostaria de lembrar o nome dessa professora para agradecê-la.

     Foram muitos anos escrevendo letras quase como um diário íntimo, já que não mostrava para ninguém. Um dia mostrou uma delas para um colega que  lhe disse que ela “escrevia muito bem, só precisava lapidar”.  Era uma letra que falava de uma indignação sua, compreensível. Seguiram-se vários anos escrevendo letras de músicas, agora como letrista “oficial” de sua banda. Percebeu, então, a facilidade em escrevê-las e também que seus companheiros de banda, assim como os amigos que acompanhavam o trabalhos deles, gostavam do que escrevia. Novo estímulo para continuar escrevendo.

     E foi fazendo um curso livre de teatro, com Maria Luiza Prates, que descobriu que essa facilidade se estendia para outro tipo de escrita. Durante o curso teve seu texto “Ser Carioca” selecionado pela professora para integrar a montagem de conclusão do curso. De novo todos demonstravam gostar de sua escrita. E não eram mais músicas.

     Dois anos depois reunia um grupo para fazer a leitura de sua primeira peça “Uma Questão de Destino”. E não parou mais. Entre peças encenadas (pelo Brasil e no exterior), outras ainda inéditas, contos, roteiros, adaptações e outras aventuras literárias, hoje reúne um considerável acervo de escritos, entre eles:

Peças teatrais:

– Ser Carioca – 1999

Uma mãe, que não é carioca, fala sobre essa questão com seu filho/filha que está em sua barriga e que será um(a) carioquinha.

Esquete escrita para a apresentação de final de curso o Teatro Isa Prates (como mencionado no texto acima).

– Uma Questão de Destino – 2001

Tragédia jovem. Inspirada pelos quadrinhos Sandman, de Neil Gaimam, a peça aborda o conflito sobre a impossibilidade do homem  de lutar contra seu destino, tendo como pano de fundo o conflito de um jovem dividido entre as responsabilidades e os prazeres da vida.

Encenada no Rio de Janeiro pelo Grupo de Teatro Os Perpétuos;

no Rio Grande do Norte, pelo Grupo Mil Faces;

em São Paulo pelo Grupo Viverarte

e em Portugal (Almada), pelo grupo Almagesto

– Duelo dos Sexos – 2002

Comédia sobre as diferenças entre homens e mulheres, através de um casal que se “conhece” em um chat pela internet.

Colaboração de Luciana Soneghetti – Ainda inédita.

– Divinos Pecados – 2003

Comédia. A ideia para esta peça aconteceu em 2001, através de uma sugestão de Karla Leal,  mas somente se tornou um objetivo em novembro de 2002, a partir de quando foram feitas extensas pesquisas sobre mitologia grega para que a mesma fosse desenvolvida e, apesar de tratar-se de uma comédia, para que passasse informações sobre mitologia de forma clara e divertida. O argumento central gira em torno dos sete pecados capitais, pois o tema rende infinitas possibilidades de abordagens existenciais.

O mundo está um caos. Os deuses se reúnem para avaliar a situação. Surge a proposta de elaborar uma lista dos pecados que determinariam o destino das almas dos mortais: o abismo do Tártaro ou os Campos Elíseos. O que eles não sabem é que vão descobrir estes pecados na própria morada.

Encenada no Rio de Janeiro pelo Grupo de Teatro Os Perpétuos;

Encenada no Rio Grande do Sul com fins de estudo de teatro em uma escola

e novamente no  Rio Grande do Norte, pelo Grupo Mil Faces.

– Ponto de Vista – 2004

Comédia. Os encontros e desencontros de um casal que se conheceu na década de 1980.

Escrita a quatro mãos, em parceria com Thiago Blanc. Ainda inédita.

– Borboleta Urbana – 2004

Drama sobre o propósito de estarmos aqui, ilustrada pela vida de Thomas Edison. Ainda inédita.

Em Busca de Si – 2004

Releitura de Uma Questão de Destino em forma de Monólogo preparada para participação em festivais. – Ainda inédita

– Esquete de As Eruditas – 2009

Adaptação da peça As Eruditas, de Moliére, para a banca do 4º período da faculdade de teatro, com a colaboração dos colegas do grupo e supervisão do professor André Paes Leme.

– Aonde está Olívia – 2011

Dramaturgia elaborada a partir de sua pesquisa de monografia, usando como referência o conto A Morte de Oliver Bécaile de Émile Zola, encenada na defesa da mesma.

Olívia desperta e não consegue se mexer. Ela está com letargia. Ela acompanha os preparativos de seu enterro, enquanto mergulha em lembranças de seu passado, em busca da resposta sobre aonde está e como acabou assim.

– QNéF – 2013 (Título original omitido em respeito às regras de concurso literário)

Dramaturgia elaborada a partir de um processo de pesquisa do Grupo E.P.I.Co de Teatro – Ainda inédita.

Drama (?). Notícias bizarras, encontradas em jornais e na internet, fazem surgir cenas para uma dramaturgia.

Se tiver interesse em conhecer alguma das obras citadas, entre em contato por e-mail. marciat@gmail.com . Elas foram retiradas da internet depois de algumas das montagens acima terem sido feitas sem prévia autorização. 

Contos:

– Virando o jogo – 2002

10º lugar no Prêmio Carioquinha de literatura de 2002.

Outros escritos ainda não publicados não serão listados por enquanto. Se faz necessária a integridade do ineditismo (inclusive dos títulos) para participação em concursos literários.

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