A Diretora/Encenadora

Dirigindo um exercício durante pesquisas de Quase Nada é Fato
Dirigindo um exercício durante pesquisas de seu último trabalho

     Mais que, ou antes de, DIRETORA, Márcia Tondello é encenadora e pesquisadora. E, nessa função procura sempre conduzir pesquisas que permitam ao próprio ator trazer à tona o que tem de melhor para oferecer ao trabalho.

Meu prazer está no trabalho de pesquisa do ator, coordenar, conduzir e estimular os atores de um grupo, explorando as particularidades de cada um e costurar para formar as particularidades daquele grupo de trabalho. Não é fácil, mas é extremamente prazeroso perceber quando a unidade daquele trabalho, ou daquele grupo está dando sinais de vida própria.

Como diretora/Encenadora/Pesquisadora esteve a frente de alguns trabalhos que lhe dão orgulho:

 • Montagem da Peça Uma Questão de Destino, de sua autoria. A direção do espetáculo buscava, através de  extensa pesquisa de linguagem, tornar possível a aproximação com a estética dos quadrinhos no teatro – 2001 e 2003 (mini circuito SESC RJ);

• Montagem da peça infantil Corra Que o Chinelo Vem Aí!, de autoria de André Faxas. Na direção, buscou explorar o lúdico, com muita música e um toque onírico, para abordar temas didáticos como a boa alimentação e higiene – 2003 (Café Cultural, SESC Niterói e Escolas);

• Montagem da esquete Os Perpétuos, de sua autoria (uma síntese de Uma Questão de Destino) elaborada para participação no Festival Curta Cena de 2003.

• Montagem da Peça Divinos Pecados, mais uma vez de sua autoria e direção. Através desse trabalho descobre uma característica importante de sua dramaturgia e direção: a crítica social através de uma abordagem existencial – 2004;

• Pesquisa de linguagem através da elaboração de esquete de A Cantora Careca, de Ionesco – Buscando o conceito de absurdo, elaborou uma direção com uma versão do texto original para ser usada na ação somente, mantendo a dramaturgia original nas falas. Como a cena do monólogo da empregada, Mary, que era feita durante uma viagem de ônibus.  2003;

 • Seu último trabalho foi a peça (título omitido em respeito às regras de concurso literário) QNéF, em produção buscando oportunidades para colocar em cartaz. Foram dois anos entre a pesquisa de linguagem e pesquisa do ator/montagem de uma dramaturgia construída a partir da pesquisa de notícias bizarras encontradas em jornais e na internet.

O processo de criação em grupo me encanta. Cada vez que percebo as descobertas de um ator a partir desse processo, sinto que é o único caminho possível para fazer a arte teatral.

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