Ilustres (des)conhecidos

Crédito da imagen: http://sxc.hu - standard restrictions apply
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Olá! Há muito não dou as caras por aqui, não é? Quer dizer… as palavras, não trago palavras para a “Arte…”. Pois bem, o universo pode conspirar contra meus escritos, mas tenho muito à dizer ainda e amigas/fãs fiéis que me dão aquele empurrãozinho 😉 Vamos lá.

Não costumo me enganar com as pessoas. Assim… não de verdade. Meia dúzia de palavras trocadas e os alarmes soam, se julgarem necessário que soem. Muitas vezes digo “ciente” e dou uma, duas, três chances para que a pessoa mostre aos meus alarmes que eles se enganaram. No final eles, meus alarmes – para deixar BEM claro – acabam sempre rindo de mim. Tá certo.

Tenho amigos e /ou colegas por quem tenho muito apreço, mas de quem não ignoro os “defeitos”, ou simplesmente as características marcantes e nem sempre agradáveis, se é que me entende.

Alguns são extremamente egocêntricos (aliás o mundo está tomado por uma legião desses), precisam o tempo todo de elogios e, se não recebem, quase cobram, exigem, imploram. Nem sempre de forma agradável (de novo. Acho que agora já deu para entender). Desses, alguns me detestam, certamente, pois não caio nessa armadilha de ficar bajulando ninguém. Noto e me auto-analiso, observando quanto sou, eu também, egocêntrica. Isso me ajuda a domar um pouco do meu próprio ego inflado (sou artista afinal, pô!)

Outros são tão negativos que é difícil levantar o astral quando estamos ali para isso. Tenho muitas dificuldades em ajudar, por ser eu mesma uma tanto o quanto assim (não consigo ignorar as probabilidades, que me desculpem os otimistas).

Ainda tem os ingênuos, os ignorantes, os tolos, os malandros… nossa! Tem de um pouco tudo. (gosto de transgredir. Notou? Sinal que tá ligado. A maioria vai ler de novo para pegar 😉 – os que não pegarem são capazes de abandonar o texto por aqui…rs).

Tenho um pouco de cada. Noto, registro, identifico em mim, reflito, fico atenta e guardo.

Uma das coisas que tenho mais é franqueza e, mesmo ela, numa medida regulada. Vejamos. Sabe quando vamos à praia e, depois de um tempo no sol queremos dar um mergulho? Paramos observando e notamos crianças se divertindo horrores na beira da água, mocinhas entrando e dando chiliques,  – às vezes rapazinhos também…rs. – Então? Aí nos achegamos na beira do mar, pisamos com cautela na água e experimentamos até aonde podemos ir. Se a água estiver agradável ao nosso organismo continuamos e até damos “aquele” mergulho, mas se estiver muito frio, disfarçamos, enchemos as mãos em concha, molhamos rosto e ombros ardidos e voltamos disfarçadamente para a areia. Bem, é isso que faço com minha franqueza querendo arrebentar a grade e dizer as verdades sem dó nem piedade. Testo a receptividade. Se notar resistência ou incapacidade de compreensão, junto numa concha e guardo, deixo para uma próxima ocasião e nova tentativa. E serão muitas, descobri que sou deveras resiliente e persistente.

Não, não me engano com as pessoas. Mas às vezes elas se enganam comigo.

Até! (breve, espero) 😉

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9 comentários sobre “Ilustres (des)conhecidos

  1. Márcia, faço suas palavras minhas!

    Desde criança tenho um temperamento de me dar bem com todos. Principalmente as tidas como as mais difíceis. Acho que só me dei conta disso, e ainda na infância, quando um pai de uma amiga – com os olhos cheios de lágrimas – me disse algo assim:
    “_Por favor Valéria não abandone minha filha!”
    Ela tinha um temperamento de cão. Da turma, eu era a única que não importava com isso. Mas num dia onde ela fez uma estupidez com a mãe dela, e que não merecia mesmo tal atitude, eu disse um basta! Quando sai da casa dela foi quando o pai dela me alcançou e fez tal pedido…

    Acho que o olhar dele me levou a ter ainda mais paciência com os grandes defeitos das pessoas… Claro que ainda sem ter consciência disso. Mas mais tarde sim! Tanto que até hoje eu costumo dizer até a quem estranhe esse meu jeito de ser:
    _Eu não procuro por amigos saídos de uma linha de montagem!
    Porque aí seria quase como súditos, palco…
    As diferenças até nos leva a arejar sempre a mente: rever conceitos…

    Ainda é difícil engolir uma injustiça a alguém. Mas tendo me conter para não romper de vez. Fora isso, eu digo para mim o problema é da outra pessoa – arrogância, racismo, prepotência… O que me leva a colocar lentes cor de rosa ao olhar para ela. Mesmo quando em vez de um sininho, um carrilhão soou para mim a cerca dela 🙂

    Beijos,

    1. Pois é Lella. Algumas são tão cegas em seus mundos que nem conseguem perceber o quanto fazemos por elas, mesmo quando damos uma “bronca” franca. Fazer o que? Cada um tem seu tempo para aprender as coisas, não é mesmo?

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