Ruídos, Sinais e o Silêncio

 

Crédito da imagem: http://sxc.hu
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Ruídos é um tema recorrente para mim. Passei em torno de quatro anos escrevendo contos sobre esse tema, se contar, é claro, os primeiros esboços dos primeiros contos, a descoberta da variável que os tornava irmãos e o desenvolvimento final dos 14 contos distribuídos em aproximadamente 172 páginas. Mas, aparentemente essas páginas não deram conta do recado, já que o tema ainda me inquieta. Uma professora, na faculdade de teatro, uma vez disse que as inquietações recorrentes não devem ser ignoradas. Então… aqui vou eu novamente.

No meio de tantos ruídos, em tempos de muitos gritos, acusações, injúrias e coisas do gênero (nem feminino, nem masculino, é de força de expressão mesmo, que acaba de me ocorrer, um tanto equivocada, não é mesmo?), acabo tendendo ao silêncio, um mergulho necessário para selecionar, filtrar e processar a enxurrada de (des)informações recebidas.

Isso explica em partes porque ando um pouco ausente daqui e dos textos nos blogs dos colegas que costumo acompanhar. Mas tem outro(s) motivo(s). Me comprometi com um trabalho voluntário que gosto muito de fazer, além de sentir necessidade de poder ajudar quem precisa com alguma das habilidades que o universo me ofereceu. Tenho gravado um livro para deficientes visuais e, com a ajudinha do trânsito, meu tempo tem ficado bem limitado para dividir entre família, estudo, trabalho voluntário e outras coisas… Mas as coisas vão se ajeitando. Em breve volto a estar mais presente por aqui.

Aliás… ali em cima tem uma nova seção no menu, que fiz pensando nas pessoas com deficiência visual e que não teve nenhum retorno, me deixando bastante frustrada. Talvez outro motivo para o silêncio…

Mas vamos aos ruídos.

Vivemos um tempo de adaptação de uma mudança significativa para a humanidade. Já vivemos tempos similares, porém a cada “avanço”, as mudanças se tornam mais radicais e, portanto, mais difícil e demorado se torna o processo de adaptação.

Ainda não sabemos o que fazer com tanta (des)informação. Como selecioná-la, como reter tantas coisas que parecem imprescindíveis. São tantos dados que nos falta tempo para corroborá-los. “Que ironia! Nossa comunicação avança na proporção inversa da tecnologia.”
(In: http://entretextomeiaspalavras.blogspot.com.br/2013/05/como-unica-acao.html).

Crédito da imagem: http://sxc.hu
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Mas apesar de todas as dificuldades, eu acredito mesmo que devemos despender esforços em nos mantermos atentos aos sinais, tentando diferenciá-los dos ruídos ensurdecedores. Lets ou on-in-all-ever (primeiro texto postado nesse site/blog).

Entre os ruídos e os sinais, sugiro que reserve um tempo para perceber o que o silêncio tem a dizer. E, às vezes, o silêncio fala alto mesmo é no meio de uma multidão barulhenta. Só uma dica de quem ainda tenta se adaptar. Mas isso, você já sabe, pode ser assunto para uma próxima postagem 😉

Até.

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3 comentários sobre “Ruídos, Sinais e o Silêncio

  1. Legal, principalmente o seu trabalho voluntário.
    Quanto à ausência, o silêncio pode ser um aviso de.
    Principalmente para quem não possui meios de ver e ouvir.
    É como como uma solidão sem saber o que ela é, sabendo já.

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