You Got Mail

Crédito da imagem: http://sxc.hu
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Oi Juliana,
Sabe, encaminhei a mensagem abaixo para o Telmo, para que, de uma vez por todas, ele pare de fazer comentários sobre a vida dele, tentando fazer com que chegue a nós.
Acho uma grande falta de respeito isso que ele fez, se fosse comigo, eu diria de imediato: “Por favor não quero saber, vamos ficar assim, é melhor.”
Portanto, o que ele disser a você, não precisa comentar com nenhuma de nós. Isso é triste. Pode parecer frescura mas, como vocês dizem, a fila anda, a vida continua… Tá certo, tá certo, mas para nós não é bem assim…
A impressão é que o “estorvo” se foi, a “chata”, a “insuportável” se foi, agora podemos viver. Tudo bem, pode ser que seja mesmo verdade, mas não precisamos saber de nada dele, não nos interessa.
Como eu digo, tem coisa que pensamos mas não falamos, tem coisas que ouvimos e não repetimos, para o bem de todos, Juju.
Sem rancores, tudo na paz, assim a gente vai levando.
Beijos.
——
Ai, obrigada.
Aproveite, viaje, curta, afinal a chata foi embora, ela deve ter atrapalhado muito o seu bem viver.
Aproveite, hoje sua vida é outra, a dela só ela sabe, mas também em outra dimensão está vivendo, não tem mais nada a ver conosco e nem nunca terá.
Os mortos dormem, e quem dorme não tem nada a ver com a vida, não é mesmo?
Viva feliz em paz e do jeito que a vida permitir, o tempo é curto.
Seja feliz, mas por favor, não precisa comentar o que ocorre na sua vida para os outros, pois isso não nos interessa.
O que nos interessava já não existe mais nessa dimensão, portanto, seja sábio, não perturbe nossas mentes, não comente para que as notícias cheguem aos nossos ouvidos.
Deixe que vivamos nosso luto, se ela era chata, reclamona, briguenta, dentro do nosso ser nos a amamos assim.
Ela nos fazia rir muito aqui, ela nos ajudou muito, ela deixou saudade e você não pode imaginar quanta tristeza nos faz sua falta.
Nossa vida parou  temporariamente em 08 de Abril. Tudo bem, é uma besteira para muitos, mas o que tinha aí em Cordoba de valor para nós se foi em grande parte, Natan e família estão bem e isso é que importa.
Mônica ficou alguns instantes atordoada. Viveu com elas sua dor, ficou imaginando se o Telmo era mesmo um cafajeste, ou se elas estavam tomando para si o que não lhes era endereçado. Pensou em pegadinha, vírus e, por fim, clicou no ícone da lixeirinha, depois de um ataque de risos.
———–
Nota da autora: Essa é uma história pretensamente real que me chegou por e-mail. Datas, locais e nomes foram trocados para preservar a identidade dos envolvidos, caso eles realmente existam. Assim como os erros de ortografia e gramática foram amenizados, para que alguma coisa fizesse um pouco de sentido. Ou não 😉
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