Até nunca mais

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Crédito da imagem: http://sxc.hu

Combinamos de não nos vermos mais. Não estava dando certo. Eu estava me sentindo sufocada. Ele disse que não saberia viver longe de mim e perguntou se poderia aparecer de vez em quando, para saber como eu estava. Fui categórica, precisava dar um fim definitivo e sabia que qualquer contato abriria brechas para uma recaída. Não chorei, ele também não. Com seu jeito peculiar esbravejou, resmungou, me ameaçou. E eu ali, impassível. Sabia que sem ele seria uma outra pessoa. Mais calma e controlada. Já não xingaria no trânsito, riria das bobagens que veria na internet, ou na Tv. Os pedestres, os ciclistas, motociclistas, motoristas de ônibus, vans e táxi, enfim, gente já não me irritaria mais. Nem as filas!!! Nem o mau tempo, nem a falta de grana, nem aqueles dias seriam tão incômodos. Sem ele eu seria uma pessoa melhor. Abri a porta e lhe dei as costas.

Adeus mau humor.

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8 comentários sobre “Até nunca mais

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