Vi vendo. Adeus!

Crédito da imagem: Http://sxc.hu
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Bonequinha. Era assim que a chamavam quando criança. Bochechas rosadas, boquinha de coração. Pele de pêssego. Cachos dourados. Fofa. Uma coisa!

O telefone não parava de tocar durante sua adolescência. Era disputada. E nem as rivais conseguiam detestá-la. Pelo contrário, adoravam-na. Era ídola, diva, exemplo. Desejada por eles (e algumas delas), admirada por elas (e alguns deles).

“Subiu” fácil na vida. Dizem as más línguas que a beleza ajudou. Mas reza a lenda ao largo que era talentosíssima. Os holofotes buscavam-na no meio de qualquer multidão. Seu caminho era passarela, seu chão era palco, seu olhar era fotografia, sua vida era história.

Tinha um sorriso enigmático. Prezava sua vida privada e era muito criativa para fugir dos paparazzi, sem nunca agredir nenhum.

E assim foi. E foi por tudo isso que ninguém nunca entendeu quando saiu no jornal a notícia de seu adeus precipitado por um cinto e um corte no pulso.

Tem ferida que não se vê. Descanse em paz bonequinha.

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2 comentários sobre “Vi vendo. Adeus!

  1. Uau! Conto maravilhoso a começar pelo título. Quantos personagens reais não acabam assim, dessa maneira, deixando a todos estupefatos! Ninguém sabe a tragédia grega que cada um carrega dentro de si. Linda homenagem !

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