Inteligência e Intuição

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          Uma das coias que mais gosto de fazer é conversar com gente inteligente. O papo rende sem discussões infundadas e os debates acrescentam, geram reflexões e muitas vezes transformam nossas “certezas”.

          Ontem, apesar da consciência de que tinha que acordar cedo para trabalhar, me engajei num papo desses com uma pessoinha bastante inteligente: minha filha. Ô geraçãozinha iluminada! Cá pra nós.

          Desse bate papo ficou a reflexão que agora gera esse texto. E da qual ainda não tenho conclusões, senão meras suposições e curiosidades.

         Começamos falando de ansiedade e o papo voou para muitos outros horizontes. Um deles acendeu uma luzinha que deixei embalar meu sono: Será a intuição apenas um aspecto desenvolvido, ou não em alguns casos, de nossa capacidade intelectual?

         Vamos começar pelo conceito estabelecido de intuição. Palavrinha que dá arrepios em muitos racionais, devido a sua imediata correlação com coisas etéreas e espirituais. Será só coincidência que palavras como INTeligência, INTerna e INTuição iniciem com INT? Sei lá, só pensando…

            A meu ver, a intuição é um saber que não se entende. Quando sabemos que sabemos, mas não sabemos como sabemos…rs… não resisti. Em psicologia: É um processo pelo qual os humanos passam, às vezes e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. No dicionário: 1. Ato de ver, perceber, discernir; percepção clara e imediata. 2. Pressentimento, presságio. Então… Esse número dois é o que acabou caindo no gosto popular.

          Respeito quem consegue ter fé cega, facilita muito a vida. Quando o ser humano não  consegue explicar/entender algo, atribui o caso à ordem do divino, ou do quinto dos tártaros. Simples assim. Eu, como cética, racional e lógica assumida que sou, há muito tempo que torço o nariz para essa definição sobrenatural, ou coisa que o valha. E olha que teria muitos motivos para associá-la com essas coisas. Mas para todos os motivos encontrei explicações mais “racionais e científicas”, né Scully? Rs

          Tenho sonhos premonitórios. Quando percebi que os tinha fiquei, sei lá, um pouco assustada e muito curiosa. Notei que o espaço entre o sonho e o acontecimento era sempre em torno de 8/9 meses, com algumas exceções em intervalos bem menores. Pensei, pensei e pensei mais um pouco. Então conclui que não era uma bruxa, profeta, ou algo dessa natureza. Hoje os entendo tão somente como um diálogo entre meu inconsciente (ou subconsciente), aquele que funciona independente da consciência, e meu consciente. Uma maneira menos dura de me dizer algumas verdades difíceis de serem aceitas; uma forma de derrubar minhas defesas contra o que meu consciente se nega a ver. E por conta dos sonhos esses citados, acho que o inconsciente em questão “saca” as coisas bem antes do meu consciente, salvo naquelas raras exceções mencionadas antes. Tenho situações mais complexas que os sonhos, mas não pretendo deixar ninguém bocejando. Quem sabe numa sequência do assunto eu resolva abordá-las.

           Tá, então, presumidamente, a intuição vem desse tal inconsciente. Sabemos também, mesmo que a grosso modo, que nossa capacidade intelectual tem forte ligação com as conexões que uma descarga elétrica faz entre os neurônios, transferindo as informações aos seus devidos lugares, reservados ao processamento das mesmas, transformando-as em memórias, conhecimento, aptidões etc. E foi assim que fiquei com a pulga atrás da orelha, pensando se as pessoas intuitivas, não têm uma habilidade extra de velocidade nessas conexões.

           Talvez isso não explique tudo, mas percebo uma conexão com minha explicação para os sonhos premonitórios, lááááá atrás. Será uma intuição?

Até.

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7 comentários sobre “Inteligência e Intuição

  1. Nossa, foi fundo, hein…. rsss… isso tudo de uma conversa com a Lara?… Vcs duas sao umas figuras. To bem servido mesmo… rs…. Eu sou menos racional quanto a isso. Mas o que vc diz tb faz sentido. Talvez seja tudo uma coisa só, e a gente nunca vai saber. Bjo!

  2. Oi, Márcia!
    Nossa, adorei esse seu post!
    Tenho um livro muito interessante chamado Adivinhação e Sincronicidade- A Psicologia da Probabilidade Significativa. Ele é uma transcrição de uma série de conferências realizadas pela Dra.Marie-Loise von Franz, no Instituto C.G.Jung, em Zurique, no ano de 1969. Não sei se ele ainda é vendido no Brasil. A edição que eu tenho é de 1980. Se você tiver interesse, posso te emprestá-lo.
    Beijos;
    Fernanda.

    1. Que legal, Fernanda! Bah! Olha que aceito a oferta do empréstimo, hein?! Rs Ando cogitando uma nova faculdade, e fico balançada entre psicologia e filosofia. Vou dar uma busca pela www e pelo kindle, se não achar te aciono… 😉

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