Mesa Boba!!!

Imagens da internet - Colagem: Márcia Tondello
Imagens da internet – Colagem: Márcia Tondello

          Cada vez mais vejo gente com a síndrome da mesa boba. Senti necessidade de colocar na mesa (com o perdão do trocadilho) essa reflexão antiga.

          Mesa boba foi uma teoria que li em algum lugar, ou ouvi de alguém alguma vez, sobre a origem dessa mania que temos de culpar tudo e todos pelos nossos erros, pelos nossos fracassos, ou pelas adversidades que temos que enfrentar na vida, menos nós mesmos. A teoria é de que essa mania chatinha tem raízes lá na infância, quando, ao darmos uma topada numa mesa, nossas mães (e avós muitas vezes) conseguiam parar nosso choro batendo na mesa e dizendo a frase fatídica: MESA BOBA!

         Pronto. Encontrado um culpado, a dor pela culpa amenizada, podíamos seguir em frente, afinal, mamãe (ou vovó) já tinham resolvido e a vilã não voltaria a nos atormentar.

          Eu, desde que tomei conhecimento da teoria acima citada, procuro regular minha síndrome me perguntando se estava atenta por onde estava andando. Claro que algumas vezes escorrego, mas uma análise posterior me alerta para a crise. Ter contato com essa teoria me ensinou a assumir minhas responsabilidades sobre as adversidades de minha vida. Me ensinou a pesar quando minhas atitudes poderiam ter trazido resultados diferentes. Às vezes a mesa é mesmo boba, às vezes a gente quer que seja.

              Cada vez mais vejo dedos apontando culpados, dedos que não colaboram para mudar nada, mas sempre em riste para apontar os erros. Gostaria de ver esses dedos apontando possíveis soluções.

             E aí? Quantas vezes você tem assumido seus erros e seguido adiante, e quantas tem procurado por culpados? Ou melhor, pelas mesas bobas? 😉

             Fica a sugestão de reflexão.

Até.

Ps.: Texto antigo renovado.

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14 comentários sobre “Mesa Boba!!!

  1. Gostoso ler esta reflexão logo pela manhã. Me peguei rindo, a despeito da seriedade do tema. Já esbofeteei seres inanimados para consolar meus filhos de algum encontrão, sem nunca ter me dado conta de que o ideal seria: preste mais atenção, a mesa não vai sair do lugar pra você passar. Da minha parte, eu quase posso ver, personificadas, todas as mesas bobas que culpei. Valeu! Sempre rico o passeio por aqui!

  2. É Marcia, a gente vive jogando a culpa para essas tais mesas e assim vamos vivendo se isentando de culpas que no fundo sabemos ser nossas. Não conhecia essa teoria e achei-a bem interessante. Já trabalho isso na terapia e tenho feito alguns progressos. Bem lentos, as vezes tenho recaídas mas vou seguindo e tentando assumir cada vez mais a responsabilidade sobre minhas ações. É o caminho para nosso crescimento. Valeu!

    1. Não é?! Se tratando a gente ainda sofre recaídas, quem dirá quem nem tem consciência do problema :-o. Por isso gosto de compartilhar 😉
      Arte é trazer à tona. O que é feito com isso já não nos compete.
      Abraço!

  3. Adoro começar as leituras do dia com algo que me faça sorrir!
    Pois é! É um tema sério sim!
    Até porque é algo tão comum atualmente!

    Mas por sorte, da “mesa boba” eu segui por um dos ensinamentos do meu pai e que tem a ver com o que falou no finalzinho. É que meu pai dizia isso:
    “_Enquanto apontas um dedo, tem três apontados para si!”
    E isso me levava a pensar.

    Parabéns! E Grata por me fazer começar bem o dia!
    Bom Dia!

  4. Que bom ler isso!! Às vezes me sinto uma resmungona, e sempre tento temperar meus resmungos com humor. Esse parece que funcionou 😉 Bem lembrado essa máxima dos dedos. Bom ensinamento de seu pai. Muitos precisando dele por aí. Agradeço sua visita.
    Até!

  5. Oi, Marcia! Gostei muito do seu blog e do seu texto! Muito relevante refletirmos sobre essa questão. É preciso coragem e caráter para assumirmos nossos erros. Vejo pessoas colocando a culpa nos outros e também se vangloriando de qualidades que não possui e de coisas que não fez. Acho isso tão feio…
    Um beijo. 😉

  6. E uma realidade que vem lá da infância aonde se forma o caráter e levamos para sempre, ontem mesmo presenciei uma situação parecida. Na infância a culpa e da mesa, da cadeira do chão,,,, e na idade adulta? alguém ou alguma coisa tem que ser culpado, feio e bobo.

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