O que o teatro me ensinou (3) – “Entendimento” empírico

Crédito da imagem: sxc.hu
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         Começo explicando que está entre aspas porque é proposital. Para mim conhecimento empírico É entendimento. Vamos lá?

          Você pode ter mil aulas teóricas sobre direção; absolutamente minuciosas ao detalhar como se pisa no acelerador e como se regula a embreagem em várias situações, mas sabe quando você vai entender a parada? Exatamente. Dirigindo.

            Daí, logo se deduz que para fazer certo é preciso fazer errado, para o corpo entender que assim não funciona. Quantas vezes você fez xixi na calça até entender como segurar? Conhecimento empírico, vulgo experiência. É o tal “sentir na pele”

Crédito da imagem: http://sxc.hu
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          Fazendo teatro percebi que, não só a observação do erro dos colegas, mas a experimentação A PARTIR deles (teoria), ou APESAR deles (prática), era o caminho. Eu, particularmente, não conheço maneira melhor de explicar para meu corpo como algumas coisas funcionam e, principalmente, como não funcionam. São precisos muitos esbarrões até que se domine o espaço.

          O paradoxo está na vontade, na expectativa. Você não quer errar, MAS PRECISA!! Amarre o ego em algum canto e encare o desafio. Errar é bom!

          Quando cometemos um erro, sofremos consequências (menos…bem, deixa prá lá) e são essas consequências, são esses sofrimentos que elas trazem, que desenvolvem um radar interno para não repeti-lo. É isso, Dotoievski?

            Deve ser por isso que dizem que aprendemos mesmo é pela dor. Ainda que há quem diga que pode ser pelo amor. É… tem coisas que é mesmo melhor não entendermos, ou poderá ser nosso último conhecimento empírico. Não aconselho se jogar de um prédio para entender como é gostoso o vento no rosto. Pra esse tipo de experiência eu aconselho a substituição. Que tal a janela do carro aberta, pular de bung jump, sei lá… No teatro trabalhamos com substituições para casos extremos. Ninguém mata alguém só para fazer o laboratório de um serial killer. Graças ao BEM! Mas muitos já os interpretaram.

          Mas voltando à defesa do entender pelo amor, mmmm… tá… tipo “orgasmo com o órgão alheio”? Ã-ham… uma mãe dirá quinhentas vezes para o filho para colocar o guarda-chuva na bolsa antes que ele chegue encharcado e nunca mais o esqueça. Qualquer filho. Qualquer mãe.

 

Crédito da imagem: http://sxc.hu
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Falando em mãe… isso é assunto para outra postagem. 😉

 

Até.

 

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